domingo, 30 de dezembro de 2012


SANTA CATARINA DE LABOURÉ


Era uma vez...

Não pensem que é uma história de fadas. É uma história linda e que aconteceu de verdade e aconteceu não faz muito tempo.

Era uma vez uma menina que se chamava Catarina. Tinha muitos irmãos- dez – e morava numa fazenda muito grande, num país muito longe daqui,chamado França.

Distraía-se passeando pelos campos de trigo e vendo os homens colher as batatas e prepara o vinho.
Porém, a cada coisa de que ela gostava mais era de dar comida às pombinhas branquinhas de seu pombal.

Quando ela aparecia com seus tamanquinhos, que cantavam nas lajes do quintal – toc-toc – e com avental levantado, cheiinho de grãos, as pombinhas voavam ao redor dela, fazendo-lhes uma grande coroa, mais de setecentas pombinhas.

Catariana crescia como uma florzinha do campo, suave, meiga e linda.


Um dia, aconteceu-lhe uma coisa triste, tão triste. O bom Deus levou para o céu a sua mãe.


Catarina tinha sete anos. Chorava sem para, mas, de repente, teve uma ideia. Correu, pôs uma mesinha perto da chaminé da lareira, pôs um tamborete em cima da mezinha e trepou. Tirou a imagem de Nossa Senhora, e, abraçando-a e beijando-a, disse:


- Vós sereis a minha mãezinha, de agora por diante, não é?


A Virgem Maria ficou muito contente e sorriu.


Em pouco tempo, Catarina ia aprendendo a fazer todas as coisas, e logo dava conta de todo o serviço da fazenda, ajudada apenas por uma empregada.


Levantava-se cedinho, fazia o pão, preparava a levedura, cuidava das pombinhas, das galinhas, dos coelhos, levava o almoço ao campo para os trabalhadores, trabalhava todo tempo, porque sabia que Nossa Senhora gostava das meninas trabalhadeiras.


Um dia teve um sonho. Viu São Vicente de Paulo que a chamava para ajudar a tratar das criancinhas órfãs e dos velhos doentes. Ela pensou, pensou e um dia resolveu-se a atender ao chamado.


Catarina beijou seu pai, beijou suas irmãs disse um adeus saudoso à sua fazenda, às suas pombinhas, aos campos, a tudo, tudo, e partiu para Paris, para uma grande casa, onde umas moças também se preparavam para cuidar dos doentes, dos velhinhos desamparados, das criancinhas pobres e sem mãe.


Catarina rezava e pedia ao seu anjo da guarda que levasse a nossa Senhora este desejo seu.


Certa noite, Catarina dormia tranquilamente. Eis que vem despertá-la uma criancinha linda de cabelos de ouro, de olhos azuis e vestida de uma túnica branca.


- Catarina! Catarina! Venha depressa! Nossa Senhora a espera na capela.


Imaginem a pressa com que se vestiu. Tinha medo de que alguém a visse nos corredores, mas todo mundo dormia.


A criança, que o seu anjo da guarda ia adiante iluminado os corredores, nas escadas, tudo, tudo.


O coração de Catarina batia tanto, quando entrou na capela!


O anjo disse:


- Eis a Virgem Maria.


Nossa Senhora tinha um rosto tão agradável, tão bonito! Era tão boa que Catarina colocou as suas mãos no joelho da Rainha do Céu que se assentara numa cadeira, perto do altar, e, assim conversavam mais de duas horas.


Uma outra vez, Irmã Catarina rezava na capela com todas as outras irmãs. De repente, viu em cima do altar a Santa Virgem, lindíssima em pé sobre um globo.


Seu vestido era da cor do céu, azul muito azul, e o véu era branco e longo.


Nossa Senhora tinha uma bola na mão, que era a terra, e levantava os olhos para o céu, oferecendo a terra ao bom deus.


Debaixo dos pés de Maria havia uma serpente que representava o demônio. Mas a Virgem não tinha medo da serpente.


Dos dedos de Nossa Senhora começou a sair uma luz viva. Parecia que seus dedos estavam cheios de anéis com pedras que brilhavam muito. Olhando para a irmã Catarina, a santa virgem disse:


- Este globo representa o mundo inteiro. Os raios que se desprendem de minhas mãos representam as graças que eu espalho pela terra, sobre as pessoas que pedem.


E a Santa virgem fez a Irmão cataria compreender que algumas pedras que não brilhavam significavam as graças que ninguém lhe pedia.


Rodeando Nossa Senhora, havia umas palavras escritas em letras de ouro:


“Oh! Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”


De repente o belo quadro virou-se. A santa Virgem desapareceu e, em seu lugar, a Irmã Catarina viu formar-se uma grande medalha e ouviu uma voz que lhe dizia:


- Faça uma medalha como esta. As pessoas que usarem com fé, receberão muitas graças.


Irmã Catarina obedeceu.


Agora a medalha é conhecida no mundo inteiro e tem feito acontecer coisas maravilhosas; porque ela faz verdadeiros milagres.


Tem curado doentes, protegidos os soldados nos campos de batalha, tem acalmado tempestades apagado as chamas de incêndios e muitas outras coisa.


Irmã Cataria continuou o resto da sua vida em trabalhos humildes, fazendo sempre os serviços mais modestos, cuidava dos velhos de um hospício, ocupava-se da roupa, do galinheiro e da cozinha do hospital.


Morreu em Paris a 31 de dezembro de 1876, e ainda pode ser vista à Rua Bac n.140, onde seu corpo repousa numa urna de vidro, tão perfeito como na hora de sua morte.


Quem a vê sente uma estranha emoção e tudo ao redor parece mais belo, tocado por uma serenidade divina.


" do livro: As mais belas histórias de Lúcia Casasanta"

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

HISTÓRIA DA MEDALHA MILAGROSA



Contada por São Maximiliano Kolbe


A assim chamada, medalha milagrosa é universalmente conhecida. A sua origem foi no ano de 1830, e a alma agraciada na qual a Santíssima Virgem Maria Imaculada se manifestou foi Catarina de Labouré, naquela época noviça das Irmãs da Misericórdia, na rua “du Bac” em Paris. Vejamos o que diz ela mesma:
“No dia 27 de novembro, que era o sábado anterior ao primeiro domingo do Advento, no fim da tarde, estava eu fazendo a meditação em profundo silêncio quando me pareceu ouvir do lado direito da capela um rumor, como o roçar de uma roupa de seda. Ao dirigir o olhar para aquele lado, vi a Santíssima Virgem na altura do quadro de São José.


A sua estatura era mediana, e tal era a sua beleza que me é impossível descrevê-la. Estava em pé, a sua roupa era de seda e de cor branca-aurora, feita, como se diz, “à la vierge”, isto é, bem fechada e com as mangas simples. Da cabeça descia um véu branco até os pés. O rosto estava suficientemente descoberto, os pés se apoiavam sobre um globo, ou melhor, sobre metade de um globo, ou pelo menos eu vi somente a metade. Suas mãos, erguidas à altura da cintura, seguravam de modo natural um outro globo menor, que representava o universo. Ela tinha os olhos voltados para o céu, como se quisesse oferecer a Deus o universo inteiro e o seu rosto irradiava uma luz cada vez mais intensa. De repente, seus dedos se cobriram de anéis, ornados de pedras preciosas, uma mais bela do que a outra, algumas maiores, outras menores, e que emitiam raios luminosos.


Fez me compreender o quanto é doce invocar a Santíssima Virgem, o quanto Ela é generosa com as pessoas que a invocam, quantas graças Ela concede às pessoas que a procuram e que alegria Ela sente em concedê-las. 


Naquele momento eu era e não era... Estava exultante. E então começou a se formar ao redor da Santíssima Virgem um quadro um tanto oval, sobre o qual, no alto, numa espécie de semi círculo, da mão direita para a esquerda de Maria se liam estas palavras, escritas com letras de ouro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. 

Então ouvi uma voz que me disse: “Mande cunhar uma medalha conforme este modelo; todas as pessoas que a carregarem, receberão grandes graças; leve-a principalmente no pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a carregarem com confiança”. 

No mesmo instante pareceu-me que o quadro virou e eu vi o reverso da medalha. Havia o monogramo de Maria, isto é, a letra “M” com uma cruz em cima e, como base dessa cruz, uma linha grossa, ou seja, a letra “I”, monograma de Jesus. Sob os dois monogramas haviam os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, o primeiro rodeado por uma coroa de espinhos e o segundo traspassado por uma espada”. (escrito de Maximiliano Kolbe artigo 1011)


Interrogada mais tarde se além do globo, ou melhor, além da metade do globo, ela tinha visto outra coisa sob os pés da Virgem, Catarina Labouré respondeu que havia visto uma serpente de cor esverdeada com manchas amarelas. Quanto às doze estrelas que circundam o reverso da medalha, “é moralmente certo que essa particularidade foi indicada à viva voz pela Santa, desde a época da aparição”. 

Nos manuscritos da vidente encontra-se também esta particularidade, que é muito importante. Entre as pedras preciosas havia algumas que não emitiam raios. Enquanto se espantava, ouviu a voz de Maria que dizia: “As pedras preciosas das quais não saem raios são símbolo das graças que não me foram pedidas por esquecimento”. 

Em 1832, dois anos após as aparições, o pedido de Maria foi atendido e a Medalha foi cunhada. Uma das primeiras pessoas a recebê-la foi a Irmã Catarina, a qual, logo que a teve entre as mãos, a beijou várias vezes com afeto e disse: “Agora é preciso difundi-la”. 

A Medalha, num certo sentido, se propagou por si. As graças e os milagres, obtidos seja em benefício das almas, seja em benefício dos corpos, foram tantos e tão evidentes que, em pouco tempo, a Medalha foi chamada de “milagrosa”. 


Fonte: http://www.miliciadaimaculada.org.br/

sábado, 27 de outubro de 2012

Vicentinos Sem fronteiras




Confrades e Consócias deixam os limites das suas conferências para divulgarem a Sociedade de São Vicente de Paulo. Carregam a bandeira da SSVP, por todo este país, levando junto o amor que tem pela SSVP.
São eles os missionários da SSVP, que deixam os seus lares, esposas e maridos, filhos e filhas, e seus afazeres do cotidiano, para viverem experiências novas.
A missão é estimular, revitalizar, agradecer, fazer conhecer.
O missionário leva a gratidão do Conselho Nacional do Brasil, a cada confrade ou consócia que está afastado das conferências, por motivos de doença ou por outro motivo.
Trazer de volta o confrade afastado, revitalizar a conferência, levar uma palavra de agradecimento e carinho aos confrades e consócias é a missão.
Cada missionário é um vicentino orante. Ele reza com o visitado, dá a benção, evangeliza. O princípio básico: “Ver, ouvir e deixar falar” é uma constante em cada visita.
A formação também faz parte da missão. Esclarecer dúvidas, estimular a leitura, fazer conhecer a Regra. Dois aspectos importantes os missionários evidenciam na sua formação: O Verdadeiro Amor pela SSVP e o Compromisso com a SSVP.
A marca deixada pelos missionários é  de unidade. As orações são as mesmas, a Regra é a mesma. O serviço aos pobres, com o objetivo de que eles alcancem sua promoção social e espiritual é o mesmo em todo mundo.
O Missionário se  envolve pela cultura do povo do lugar visitado, respeitando as manifestações culturais e harmonizando os valores cristãos.
A Missão também é fazer conhecer a SSVP para os que ainda não conhecem o Carisma Vicentino, divulgando-a nos meios de comunicação disponível em cada região. Também visitam autoridades civis e religiosas. Fazer palestras, transmitir a alegria de ser vicentino em cada canto deste nosso Brasil.

O verdadeiro sentido da amizade que, desde o primórdio da fundação da SSVP: “Ozanam e seus companheiros (amigos), fundaram a Sociedade de São Vicente de Paulo...”. Une os Vicentinos sem fronteiras.
Este texto é dedicado a todos os missionários que caminham junto comigo por todos os cantos deste Brasil, mostrando a todos o verdadeiro amor à nossa causa. O amor pela SSVP.
José Marcos

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Uma Reflexão



Neste final de semana, durante o encontro de formação para as comissões de jovens dos Conselhos Centrais do Conselho Metropolitano de Divinópolis os jovens prepararam uma grande “surpresa” para os participantes.







Um dos jovens, transvestido de mendigo, muito bem caracterizado, permaneceu deitado à porta da sede onde foi realizado o encontro. Somente a organização do encontro sabia da encenação e o objetivo era ver qual a reação, qual a atitude dos Jovens Vicentinos e da comunidade frente à situação do morador de rua.
Ao chegarem, os participantes do encontro se deparavam com a cena: um mendigo, sujo, mal vestido e pedindo dinheiro na entrada da sede. A mesma cena era presenciada pela comunidade local. A manhã era de frio, uma sensação térmica de 15 graus.
Às oito horas deu-se início ao encontro, fizemos as nossas inscrições, recebemos os nossos crachás e o mendigo lá fora, “recepcionando os encontristas”.  Fomos convidados a um ato de desapego, deixando na portaria, nossos celulares, relógio e tudo que nos fizesse desviar do objetivo do encontro.  O tema do encontro foi: Ver e Julgar e Agir, Juventude Vicentina no século XXI.
Fomos recepcionados com, um belo café da manhã.  E o mendigo lá fora...
A primeira palestra foi feita pelo Padre Geadler, assessor espiritual desta linda juventude. Ele falou sobre o “VER” e, no meio da sua palestra, o mendigo, sem fazer alarde, adentrou o salão de reunião, passando lentamente por entre os participantes, se dirigiu ao local do café e depois retornou, sem dizer uma palavra, e o padre continuou a sua fala sem titubear.
Grandes revelações
No final da sua palestra, o padre que também sabia da encenação, perguntou para a plateia se alguém tinha visto o mendigo, o chamou e fez a revelação: não se tratava realmente de um mendigo, mas sim de um jovem vicentino que teve a ousadia de se transvestir de mendigo para sentir na pele o que sente um morador de rua.

A plateia desabou. Até mesmo eu que sabia da encenação, não fui capaz de segurar a lágrima que escorria sobre o meu rosto, ao ouvir o relato do jovem: “Me senti excluído, renegado, sem personalidade, sozinho... Ninguém perguntou meu nome, ninguém se aproximou de mim, apenas jogavam algumas moedas... Ou desviavam do caminho para não se aproximar de mim.”
Ao serem questionados como se sentiam com a presença de um morador de rua no encontro, foram várias as respostas, mas uma foi de grande impacto: MEDO. Temos medo de nos aproximar, temos medo dessa violência que assola as nossas cidades. Outro questionamento surgiu: Como agir? O que fazer? Nós, jovens vicentinos não estamos preparados para enfrentar esta situação. De quem é a responsabilidade? O que o estado está fazendo neste caso?
Fica aí a reflexão... E  você? Como age ao se deparar com este morador de rua?                      


Este é o jovem Lucas, que se transvestiu de mendigo e provavelmente hoje vê o morador de rua de forma diferente.


terça-feira, 24 de julho de 2012

ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO BEATO FREDERICO OZANAM


Na esperança da obtenção de um milagre

Senhor,

Fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo mistério da Igreja.
Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem.
Em família, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional.
No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos.
À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo.
Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes.
Por essa multiplicidade de dons, nós te agradecemos Senhor, e solicitamos – se é de tua vontade – a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam.
Possa a Igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual.
Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os Santos Padroeiros das Missões



Santa Teresinha do Menino Jesus

Teresinha nasceu em Alençon, França, no dia 2 de janeiro de 1873.  Sua família vivia no amor a Deus e entre si e, por isso mesmo, muito solidária com os necessitados.
Teresinha cresceu como todas as crianças, mas o que encantava a todos era sua vida simples e o esforço que fazia para melhorar.
            Entrou, ainda muito jovem -16 anos - no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e praticou de modo exemplar a caridade, a simplicidade evangélica e a confiança em Deus. “Passarei meu céu fazendo o bem na terra”, era seu desejo. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897. Foi uma religiosa carmelita, missionária da oração, do sofrimento e do amor. Teresinha transformou a vida fechada no convento em luz, a dor em amor, o pequeno em grande, a terra em céu, o tempo em eternidade, a vida contemplativa de convento de clausura num horizonte missionário, em Igreja universal .
            Nunca foi para as missões, no entanto o Papa Pio XI a nomeou Padroeira das Missões e dos missionários, junto com São Francisco Xavier. Sua festa é celebrada no dia 1º. de outubro.

São Francisco Xavier

    A história do nosso menino inicia no castelo de Xavier, em Navarra - Espanha.
Dom João e Maria Xavier são os pais de Francisco.Ele Nasceu em  1506, no dia 07 de abril.


No enorme castelo da família Xavier existe um lugar que é especial para Francisco. É a capela, onde ele vai, ajoelha-se e olha o grande crucifixo. Contempla a grandeza do amor daquele Homem da Cruz.
Francisco cresce muito estudioso e para melhor se preparar, em sua juventude vai para Paris. Ali, quando já professor, encontra-se com Inácio de Loyola. Juntos e com mais cinco colegas fundarem o grupo chamado A Companhia de Jesus.
A esses companheiros juntarem-se muitos outros que se espelharam pelo mundo para pregar o Evangelho. Alguns entre eles vieram para o Brasil, tais como Pe. Manuel da Nóbrega e José de Anchieta.
Francisco foi evangelizar o Japão e a Índia. Trabalhou com ânimo incansável. Percorreu distâncias enormes, falou com amor de Deus e de seu Reino...
Em sua Missão Pe. Francisco não queria que nenhuma pessoa ficasse sem conhecer o amor de Deus e para isso pediu ajuda às crianças. Assim ele escreve:
- "A cada dia crescia as pessoas que tinham desejo de Deus e eu tinha todo o interesse em satisfazer toda aquela pobre gente, com receio que uma recusa enfraquecesse a sua confiança nos socorros da religião, tomei o partido de enviar as crianças para os diferentes bairros, para onde era chamado".
As crianças partiam para todos os cantos, incumbidas por Francisco Xavier de levar uma oração impressa, de tocar o doente com o rosário, ou de aspergir água benta sobre os doentes. Eles voltaram felizes batendo palmas porque haviam sido pequenos apóstolos de Jesus.
Depois de muito trabalho já cansado e sem forças Francisco adoece e no dia 2 de Dezembro de 1552 abraçado ao crucifixo diz com voz fraca: "Senhor esperei em vós, não serei confundido eternamente!" E assim morre o gigante do Oriente.

Esse Grande Missionário: Francisco Xavier. Foi um Menino Como Você.
Mensagem
O Papa Pio XI proclamou Francisco Xavier, juntamente com Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeiro universal das missões. Ambos se diferenciam em não poucos aspectos.
São de séculos diferentes: Xavier do século 16, Teresinha do século 20. Xavier morreu com 46 anos de idade e Teresinha com apenas 24. Xavier palmilhou distâncias, que perfariam várias voltas ao redor do Globo terrestre, Teresinha não saiu detrás das grades do Carmelo do lisieux.
Xavier pregava a palavra de Deus, Teresinha a meditava com eficácia dentro do Corpo Místico de Cristo. Mas ambos tiveram um instinto irresistível para a oração. Pois ela é uma atração contactante de Deus, que nos impele para a ação redentora.
Muitos pregam Deus, poucos transmitem Deus. Ação sem oração é machadada no ar. Oração, que não transborda para a ação redentora, é monólogo estéril, egoísta.
Se francisco Xavier, o gigante do oriente, e Teresinha, a "criança" de Lisieux, são igualmente padroeiros universais das missões, é um argumento de que as diferenças não são importantes.
A união com Cristo é básica, pois santifica literalmente. Todos podem ser missionários, tanto os paralíticos quanto os missionários, que voam com aviões supersônicos.
Rezando, trabalhando, meditando, falando, chorando, rindo, dormindo, morrendo, há uma só necessidade: viver Cristo e representá-lo ao vivo e só. Até palavras são dispensadas. Por isso Xavier cativava com a sua simples presença, e teresinha atraía escondida do mundo.

Fonte: Infância Missionária - Diretrizes e Orientações - POM

sábado, 7 de julho de 2012

CCSFA Recebe a Relíquia de São Vicente


CCSFA

Com alegria estamos recebendo a visita da relíquia de São Vicente











Chegou a vez do CP São Francisco das Chagas de Receber a visita da Relíquia.